Conselhos para homens jovens

 A desorientação afeta muitos homens jovens, levando a consequências graves, como aponta o empreendedor e autor Tim Ferriss em seu blog. Homens têm 4 vezes mais chances de cometer suicídio e 3 vezes mais de sofrer overdose. A evasão escolar masculina é alta, e o percentual de jovens desempregados ou fora da escola triplicou desde 1980. 

O isolamento social é outro fator central, alerta Ferriss. 45% dos homens entre 18 e 25 anos nunca abordaram uma mulher pessoalmente. Em aplicativos de namoro, a desigualdade é alta, com 10% dos homens recebendo a maioria das interações. Esse cenário de frustração e solidão aumenta a suscetibilidade a conteúdos extremistas e misóginos.

Mas como mudar esse cenário, de forma prática? Scott Galloway, professor e investidor de sucesso, propõe um método de mentoria focado em quatro pilares: preparo físico, nutrição, finanças e trabalho. A questão também é abordada em seu novo livro, "Notes on Being a Man". 

O processo começa com uma análise honesta da rotina. O principal ativo de um jovem é o tempo, mas ele é frequentemente consumido por telas (redes sociais, pornografia, jogos). A estratégia é realocar essas horas para atividades produtivas. O plano de ação inclui três etapas:

  • Movimento: Praticar exercícios físicos regularmente.
  • Trabalho: Gerar renda, mesmo em empregos temporários, para construir independência.
  • Resiliência: Colocar-se em situações sociais desconhecidas para aprender a tolerar a rejeição.

Galloway também propõe um conjunto de diretrizes chamado SCAFA, que aponta o que realmente sustenta o bem-estar. O método tem como base:

  • Suor (Sweat): O exercício atua como um "reset" para o sistema.
  • Comer limpo (Clean eating): Evite excessos e opte por comida caseira.
  • Abstinência (Abstinence): Abdique de substâncias viciantes.
  • Família (Family): Passe tempo com entes queridos.
  • Afeto (Affection): Conecte com pessoas e animais.

Paciência: traço fixo ou habilidade treinável?






A paciência costuma ser vista como traço de temperamento ou virtude moral, mas pesquisas em psicologia mostram que ela funciona como uma habilidade com efeitos mensuráveis.

Há três formas distintas de paciência: a capacidade de lidar com outras pessoas, a resistência diante de dificuldades prolongadas e a tolerância a pequenos contratempos do dia a dia. Esses tipos não produzem os mesmos efeitos. Cada um se relaciona de modo diferente com satisfação com a vida, autoestima e sintomas de depressão.

Ao acompanhar pessoas ao longo do tempo, os pesquisadores observaram que indivíduos mais pacientes mantêm maior constância na busca por objetivos pessoais. Eles relatam mais esforço, menos desistência e maior satisfação com os resultados, especialmente quando surgem obstáculos. A paciência não aparece como passividade, mas como um recurso psicológico que sustenta o avanço quando o retorno é lento.

O dado mais relevante vem de um experimento final. Após um programa curto de treinamento psicológico, participantes apresentaram aumento nos níveis de paciência e redução de sintomas depressivos, além de maior presença de emoções positivas. Isso indica que a paciência pode ser desenvolvida e, quando fortalecida, atua diretamente sobre o bem-estar.

Transforme sua personalidade: técnicas simples para uma vida melhor

É possível moldar sua personalidade para viver de forma mais plena e satisfatória, através de técnicas cognitivo-comportamentais. A psicóloga clínica Shannon Sauer-Zavala, da Universidade de Kentucky, explica como você pode cultivar novos traços.

O primeiro passo é a consciência dos seus padrões de pensamento. Identifique aqueles que o limitam e o prendem a características indesejadas. Por exemplo, se você acredita que “as pessoas só pensam em si mesmas”, sua postura será defensiva. Ao reconhecer esse padrão, você abre espaço para a mudança.

O segundo passo é a observação dos seus comportamentos. Analise suas tendências e experimente novas reações. Se você age de forma defensiva, as pessoas responderão negativamente, confirmando sua crença. Ao se abrir e compartilhar suas dificuldades, por exemplo, você pode perceber uma mudança na forma como os outros o tratam.

A chave para a transformação está na consistência. A personalidade é resultado de padrões de pensamento e comportamento. Ao modificar esses padrões de forma consistente, você cria hábitos duradouros que moldam a personalidade desejada. Lembre-se: pequenas mudanças diárias podem gerar grandes transformações.

Serenidade, a força da quietude

 

Em um mundo acelerado e repleto de desafios, a busca pela serenidade se torna cada vez mais relevante. Mas o que significa, afinal, ser sereno?

Mário Tavares D’Amaral, professor emérito da UFRJ, nos oferece uma reflexão sobre esse estado de espírito. Para ele, a serenidade, inicialmente associada à natureza – um dia claro e tranquilo –, transcende para o âmbito humano, caracterizando pessoas com corações em paz.

O autor nos lembra que a serenidade não significa apatia ou desinteresse pela vida, mas sim a capacidade de encontrar paz interior mesmo em meio às adversidades. 

No entanto, a serenidade não é uma característica inata, mas sim um objetivo a ser conquistado. É uma missão constante que exige dedicação e autoconhecimento. 

D'Amaral nos alerta para os perigos de viver em um mundo sem serenidade. O medo e o ódio florescem em ambientes caóticos, alimentando um ciclo vicioso de negatividade. Em contrapartida, a serenidade é a semente da ponderação e da esperança. Aliás, embora a serenidade seja uma experiência individual, o autor acredita que ela pode ser compartilhada. 

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